Um estudo recente traça um retrato pouco otimista da geração Z, grupo formado por jovens que cresceram em meio a crises econômicas, instabilidade política, pandemia e avanço acelerado da tecnologia. Segundo a pesquisa, sentimentos como medo do futuro, negatividade constante e cinismo em relação a instituições e promessas tradicionais marcam o comportamento dessa geração.
A geração Z é formada por jovens nascidos aproximadamente entre 1995 e 2010, ou seja, atualmente têm entre 15 e 30 anos.
De acordo com o levantamento, muitos jovens da geração Z demonstram insegurança em relação à carreira, dificuldade em acreditar em estabilidade profissional e desconfiança quanto ao discurso de sucesso vendido por governos e grandes empresas. A ideia de “trabalhar duro hoje para colher amanhã” já não convence como antes.
O estudo aponta ainda que essa geração tende a enxergar o mundo de forma mais pessimista do que as anteriores. Questões como crise climática, custo de vida elevado, guerras e polarização política contribuem para uma visão de futuro incerta, o que reforça o medo de assumir compromissos de longo prazo, como casamento, filhos ou compra de imóveis.
Outro ponto destacado é o cinismo em relação à autoridade e às instituições. Muitos jovens não acreditam que governos, empresas ou até universidades sejam capazes de oferecer segurança ou mobilidade social real. Isso se reflete na preferência por trabalhos informais, empreendedorismo digital e na busca por renda alternativa fora dos modelos tradicionais.
Apesar do tom crítico, o estudo também indica que a geração Z é mais consciente, questionadora e menos disposta a aceitar narrativas prontas. Para especialistas, o desafio será transformar esse ceticismo em participação produtiva, evitando que o medo e a negatividade se tornem barreiras permanentes para o desenvolvimento pessoal e profissional.
O retrato revelado pela pesquisa não é apenas um julgamento sobre os jovens, mas um reflexo direto do mundo instável que eles herdaram.







