Investigação mira desvio de R$ 13 milhões em contratos
Nesta quarta-feira (28/02), a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram a Operação Litíase para apurar irregularidades em acordos firmados pela Prefeitura de Juazeiro, no norte da Bahia. O foco está em possíveis fraudes na alocação de recursos federais do Sistema Único de Saúde (SUS) destinados à área da saúde pública.
A investigação revela um esquema de direcionamento em contratações de serviços hospitalares. Os contratos, estabelecidos durante a pandemia de Covid-19, se estenderam até 2023. Um dos pontos cruciais é o aluguel de um imóvel pela prefeitura para serviços de saúde, sem detalhes sobre a execução de atendimentos e internações. Curiosamente, o endereço do imóvel era o mesmo da sede do instituto contratado para prestar os serviços.
Auditorias apontaram falhas em processos licitatórios e pagamentos sem comprovação da efetiva prestação de serviços. A falta de registros de exames, atendimentos e critérios técnicos para justificar os valores pagos é um dos destaques. As contratações sob escrutínio totalizam mais de R$ 13 milhões em repasses às empresas, sendo R$ 7 milhões provenientes de verbas federais do SUS.
A operação mobilizou cerca de 30 policiais federais, que cumpriram seis mandados de busca e apreensão em locais conectados aos investigados na cidade de Juazeiro.







