O presidente Lula voltou a se irritar ao ser questionado por um repórter sobre Nicolás Maduro e afirmou que não pretende mais comentar o assunto. A reação exaltada ocorre justamente no momento em que o ditador venezuelano foi preso, transformando-se em um enorme constrangimento político para o Planalto.
Durante anos, Lula fez questão de tratar Maduro como aliado, relativizou denúncias de autoritarismo e ajudou a legitimar o regime venezuelano no cenário internacional. Agora, com a prisão do ditador e o desgaste evidente, o presidente brasileiro tenta mudar de postura, adotando o silêncio e demonstrando impaciência sempre que o tema vem à tona.
A tentativa de se dissociar de Maduro soa oportunista. O incômodo de Lula não parece motivado por uma súbita defesa da democracia, mas pelo cálculo político de evitar que sua imagem fique colada a um regime autoritário às vésperas da largada eleitoral de 2026. O problema é que o histórico de proximidade não se apaga com um xilique ou com a recusa em responder perguntas.



