Uma fala do vereador Lucas Pavanato voltou a viralizar nas plataformas digitais, provocando discussão após o incidente envolvendo o cão Orelha, que mobilizou o país. Pavanato afirmou que “não adianta nada se indignar com a morte do cachorro Orelha e ser contra a redução da maioridade penal”, frase que intensificou a discussão sobre a responsabilização legal de jovens em crimes graves.
Esse posicionamento emerge em um cenário de debates sobre a legislação brasileira, que hoje ampara adolescentes infratores pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Na visão do vereador, episódios de violência extrema demonstram a urgência de reavaliar as normas vigentes, sugerindo sanções mais rigorosas em determinadas situações.
Em contrapartida, vozes críticas argumentam que diminuir a maioridade penal não resolve as causas profundas da violência. Eles apontam a carência de políticas públicas efetivas, educação de qualidade, suporte familiar e ações preventivas como soluções mais eficazes. Especialistas também alertam para os perigos de agravar o problema da superlotação carcerária e os efeitos sociais da criminalização precoce de jovens.
O caso Orelha permanece como um ícone da revolta popular, enquanto a discussão sobre a maioridade penal continua a dividir opiniões entre a necessidade de punição, a importância da prevenção e o papel do Estado.







