A Justiça Eleitoral de São Paulo condenou o prefeito de Diadema (SP), Taka Yamauchi (MDB), a seis meses e 25 dias de detenção em regime inicial aberto, além do pagamento de multa, pelos crimes de difamação e injúria eleitoral. A decisão é de primeira instância e ainda cabe recurso, o que mantém o prefeito em liberdade.
A condenação ocorreu após declarações feitas durante um debate eleitoral em agosto de 2024, quando Yamauchi associou o chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Marco Aurélio Santana Ribeiro, ao PCC (Primeiro Comando da Capital). A fala ocorreu ao explorar o apelido “Marcola”, o mesmo nome usado pelo líder da facção criminosa, criando uma associação considerada criminosa pela Justiça.
Na sentença, a juíza entendeu que o prefeito extrapolou os limites da crítica política e agiu de forma deliberada ao induzir o público a associar o assessor presidencial ao crime organizado, ferindo a honra e a imagem do servidor público.
A Justiça destacou que, mesmo em contexto eleitoral, a liberdade de expressão não autoriza acusações sem provas ou associações criminosas, especialmente quando feitas em ambiente de ampla divulgação.
Esta não é a primeira consequência judicial do caso. Em decisão anterior, Yamauchi já havia sido condenado a indenizar o assessor de Lula por danos morais, pelo mesmo episódio.
A defesa do prefeito informou que irá recorrer da decisão, enquanto o caso reacende o debate sobre os limites do discurso político e o uso de acusações graves durante campanhas eleitorais.







