Uma decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo gerou grande preocupação no interior do estado após a anulação de condenações que somavam mais de 143 anos de prisão contra integrantes de um grupo acusado de agiotagem e extorsão. Segundo o tribunal, não havia elementos suficientes para comprovar que o grupo funcionava como uma quadrilha organizada, o que levou à revogação das prisões de sete envolvidos, aumentando a apreensão entre moradores e comerciantes da região.
O grupo era investigado por oferecer empréstimos com juros abusivos e utilizar ameaças, intimidação e até violência para cobrar dívidas. As investigações apontavam que o esquema atuava de forma estruturada há anos e contava, inclusive, com a participação de um policial civil, acusado de proteger e colaborar com as atividades criminosas.
Em primeira instância, os réus haviam sido condenados a penas elevadas, mas o tribunal entendeu que não havia comprovação suficiente de hierarquia formal, divisão de funções e estabilidade do grupo, elementos exigidos pela lei para caracterizar uma organização criminosa. Desde a soltura, vítimas relataram o retorno de cobranças e ameaças, aumentando o clima de medo na região.
O Ministério Público de São Paulo informou que pretende recorrer da decisão, alegando contradições no julgamento e reforçando que há provas suficientes da atuação criminosa do grupo.







