A comparação entre as chamadas “musas da seleção” de 1998 e as de 2026 voltou a circular nas redes sociais e reacendeu um debate que vai além da estética. Enquanto o passado é frequentemente lembrado com nostalgia — associado a uma beleza considerada mais “natural” e distante de pautas ideológicas — o presente reflete um cenário completamente diferente, onde imagem, posicionamento e engajamento caminham juntos.
Nos anos 90, as figuras femininas ligadas ao futebol eram vistas majoritariamente como símbolos de torcida e entretenimento, com pouca ou nenhuma associação a debates sociais ou políticos. Já em 2026, o perfil mudou: muitas dessas mulheres utilizam sua visibilidade para levantar pautas, opinar e se posicionar publicamente, o que agrada parte do público, mas incomoda quem espera uma separação mais clara entre esporte e militância.
A crítica que emerge nas redes não é apenas sobre aparência, mas sobre a transformação do papel dessas figuras. Para alguns, houve uma perda de espontaneidade e leveza; para outros, trata-se de uma evolução natural, onde mulheres deixam de ser apenas “musas” e passam a ocupar espaços de voz e influência. No fim, a comparação revela mais sobre a mudança da sociedade e das expectativas do público do que sobre as mulheres em si.







