O episódio envolvendo a apreensão da capivara Filó, no Amazonas, voltou ao centro do debate após a repercussão de outro caso envolvendo o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a primeira-dama Rosângela Lula da Silva. Na ocasião anterior, o IBAMA aplicou multa de R$ 17 mil a um influenciador por manter um animal silvestre como pet, reforçando a regra de que esse tipo de prática é proibida por lei.
O órgão ambiental sustenta que animais silvestres não podem ser domesticados sem autorização, mesmo quando há alegação de cuidado ou vínculo afetivo. A apreensão da capivara gerou comoção nas redes sociais e abriu discussão sobre os limites entre proteção ambiental e situações em que o animal já se encontra adaptado ao convívio humano.
O tema voltou a ganhar força após a divulgação de um momento em que a primeira-dama preparou carne de paca para uma refeição de Páscoa com o presidente. A publicação gerou reações diversas, principalmente entre internautas que passaram a comparar os dois episódios e questionar a coerência na forma como regras ambientais são percebidas.
Embora os contextos sejam diferentes do ponto de vista legal, já que a legislação permite o consumo de certos animais silvestres dentro de critérios específicos, a comparação acabou alimentando críticas sobre seletividade e tratamento desigual. Para parte do público, a diferença entre manter um animal como pet e consumi-lo não elimina a sensação de incoerência.







