Assassinato ocorre em Sinop, 20 anos após crime brutal que chocou a cidade.
Um indivíduo foi morto a tiros em plena luz do dia no Brasil, um evento que levanta questões mais profundas do que a identificação dos atiradores. O pano de fundo para essa execução remonta a duas décadas.
Em outubro de 2005, Bruno Aparecido dos Santos, de apenas 9 anos, sumiu da cidade de Sinop. Na época, João Ferreira da Silva, um pedreiro, admitiu ter cometido o estupro e assassinato do menino, recebendo uma pena de 42 anos. Ele também tinha outra condenação por agredir uma criança diferente.
Duas décadas depois, em dezembro de 2025, a justiça concedeu a da Silva o benefício da progressão para o regime semiaberto. Menos de um dia após sua saída da Penitenciária Ferrugem, ele foi alvejado fatalmente em frente a uma pousada. Imagens de segurança mostram dois homens encapuzados abordando-o, o encurralando e atirando à queima-roupa. Quando da Silva foi detido em 2005, aproximadamente 500 pessoas tentaram linchá-lo na delegacia, sendo contidas por tiros de advertência da polícia. Até o momento, nenhum suspeito foi preso pelo homicídio.



