Um casal de turistas gays de Mato Grosso foi violentamente agredido na praia de Porto de Galinhas, em Pernambuco, e afirma acreditar que a violência pode ter sido motivada não apenas por uma discussão comercial, mas também por homofobia e intolerância política.
Segundo o relato das vítimas, a confusão começou após um desentendimento com vendedores de praia sobre a cobrança de cadeiras e guarda-sol. O valor inicialmente informado teria sido de R$ 50, mas, no momento do pagamento, os comerciantes teriam tentado cobrar R$ 80. Ao questionarem a mudança de preço, a situação escalou rapidamente.
Espancamento coletivo
De acordo com o casal, eles foram cercados e agredidos por várias pessoas, com chutes, socos e até objetos arremessados. Um dos homens precisou de atendimento médico após o ataque. Vídeos gravados por testemunhas mostram parte da confusão e reforçam a gravidade da agressão.
As vítimas afirmam que, durante o espancamento, ouviram ofensas de cunho homofóbico, o que reforça a suspeita de que o ataque tenha ido além de uma simples discussão por valores cobrados na praia.
Suspeita de motivação política
Além da homofobia, o casal relata que acredita que a violência também pode ter sido potencializada por questões políticas. Um dos homens usava sunga com a bandeira do Brasil, símbolo frequentemente associado a apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro, e ambos seguem Bolsonaro no Instagram.
Segundo eles, essa combinação — serem um casal gay, assumidos, e identificados como conservadores — pode ter contribuído para o nível de hostilidade e brutalidade da agressão. Essa interpretação, no entanto, parte exclusivamente do relato das vítimas.
Investigação em andamento
A Polícia Civil de Pernambuco investiga o caso e já identificou diversos envolvidos na agressão. Até o momento, não há confirmação oficial de que o ataque tenha sido motivado por homofobia ou intolerância política, embora essas possibilidades não estejam descartadas e possam ser consideradas como agravantes, caso comprovadas.
Comerciantes da região apresentam versões diferentes do ocorrido e negam motivação discriminatória, o que reforça a existência de relatos conflitantes sobre o episódio.








Informação tirada do C#