Mulheres trans cada vez mais substituindo mulheres cis
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, registrou um aumento na presença masculina em seu primeiro escalão, após as recentes alterações motivadas pela desincompatibilização para as eleições deste ano. O quadro atual mostra uma redução de dez para oito ministras, enquanto o número de ministros subiu de 28 para 30.
No início de seu terceiro mandato, Lula contava com 11 mulheres e 26 homens em 37 pastas. Ao longo de sua gestão, o presidente foi alvo de cobranças por parte de sua base aliada para intensificar a representatividade feminina no governo, que ainda se encontra distante da paridade de gênero.
Nesta sexta-feira (4), 16 ministérios sofreram modificações. Entre as ministras que deixaram a Esplanada para concorrer nas eleições, estão Simone Tebet (Planejamento e Orçamento), Marina Silva (Meio Ambiente), Macaé Evaristo (Direitos Humanos), Anielle Franco (Igualdade Racial) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas). Os substitutos anunciados incluem Bruno Moretti (Planejamento), João Paulo Capobianco (Meio Ambiente) e Eloy Terena (Povos Indígenas), todos homens. Permanecem em suas funções, entre outras, Miriam Belchior (Casa Civil), Fernanda Machiaveli (Desenvolvimento Agrário), Esther Dweck (Gestão e Inovação), Luciana Santos (Ciência e Tecnologia), Márcia Lopes (Ministério das Mulheres) e Margareth Menezes (Cultura).
Apesar da diminuição, a participação feminina no atual governo é superior à do ex-presidente Jair Bolsonaro, que em ano eleitoral chegou a ter 22 homens e apenas uma mulher em seu gabinete. Diante do eleitorado feminino, que corresponde a 52,5% dos votantes, segundo o TSE, tanto o presidente Lula quanto o senador Flávio Bolsonaro, do PL, pré-candidato ao Planalto, têm intensificado discursos focados em mulheres, abordando especialmente temas como combate à violência de gênero e proteção de direitos.







