Um levantamento recente revelou que, do início do mandato atual em janeiro de 2023 até fevereiro de 2025, os gastos do governo com o cartão corporativo já excederam R$ 1,4 bilhão. Somente em 2025, as despesas ultrapassaram R$ 423 milhões, cobrindo pagamentos a empresas de serviços, materiais de construção e plataformas de entrega, como o iFood.
Embora o montante anual seja inferior a registros de anos anteriores, o Tribunal de Contas da União (TCU) destaca que mais de 99% desses gastos permanecem sob sigilo. Essa falta de transparência alimenta discussões sobre a fiscalização dos recursos públicos.
O Palácio do Planalto justifica que os valores são aplicados em segurança e logística presidencial, afirmando que o sigilo não é permanente, pois os dados completos serão divulgados ao término do mandato, conforme a lei. Contudo, o TCU aponta que, em pouco mais de dois anos, as despesas da Presidência já superaram as de todo o governo anterior, intensificando a demanda por um detalhamento imediato.
No total, os valores já chegam a mais de R$ 1,8 bilhão. Para contextualizar, o ex-presidente Jair Bolsonaro gastou aproximadamente R$ 27 milhões em quatro anos com o cartão corporativo, evidenciando uma grande diferença nos gastos. Essa situação é vista como inaceitável e desrespeitosa com a população brasileira, dada a magnitude dos valores e a opacidade.







