O governo Lula avança com mais uma política assistencialista ao propor a distribuição de gás gratuito para famílias de baixa renda, reforçando uma lógica que, para críticos, não combate a pobreza estrutural, mas aprofunda a dependência do Estado. O benefício será destinado exclusivamente a núcleos familiares inscritos no CadÚnico e com renda individual de até meio salário mínimo, ampliando o alcance de programas que aliviam o problema no curto prazo, mas não atacam suas causas.
A proposta foi aprovada com ampla maioria na Câmara dos Deputados, somando 415 votos favoráveis e apenas 29 contrários. O placar expressivo evidencia o consenso político em torno de medidas populares, ainda que elas não venham acompanhadas de políticas robustas de geração de emprego, aumento de renda real ou redução de impostos que poderiam dar autonomia às famílias no médio e longo prazo.
Agora, a medida provisória segue para o Senado Federal, que tem até 11 de fevereiro para analisá-la e votá-la. Como o texto sofreu alterações, a sanção presidencial de Lula será necessária para que a proposta entre em vigor. O governo trata o programa como avanço social, enquanto críticos veem mais um passo na construção de uma população dependente de benefícios, incentivada a agradecer políticos por aquilo que deveria ser garantido por crescimento econômico, produtividade e liberdade para trabalhar e prosperar.
Em vez de criar condições para que o cidadão compre o próprio gás com dignidade, o Estado opta por se colocar como provedor permanente, fortalecendo a idolatria política e a troca de autonomia por favores. O resultado pode ser popular nas urnas, mas mantém o país preso a um ciclo de dependência difícil de romper.







