Fotos recentes que circulam nas redes sociais exaltando o “shape” de Lula não passam de uma tentativa clara de manipular a percepção pública, vendendo a imagem de um presidente em plena forma física e mental para governar o país. Imagens posadas ou editadas não refletem a realidade das exigências brutais do cargo nem substituem avaliações objetivas sobre saúde, energia e capacidade de decisão em alto nível.
Lula terá 81 anos em 2026, idade avançada para quem pretende comandar uma das maiores economias do mundo. Estudos científicos indicam que, nessa faixa etária, as capacidades globais médias de um indivíduo funcionam em torno de 60%, considerando desempenho físico, velocidade cognitiva e resistência ao estresse prolongado. Mesmo que a experiência política pese a favor, ela não anula limitações naturais do envelhecimento, especialmente em um cargo que exige decisões rápidas, lucidez constante e vigor diário.
O exemplo recente de Joe Biden é ilustrativo. Aos 81 anos, o então presidente dos Estados Unidos enfrentou questionamentos crescentes sobre suas condições e acabou desistindo da reeleição diante da pressão pública e política. Ignorar esse alerta e insistir na reeleição de Lula pode expor o Brasil a riscos institucionais, instabilidade e decisões fragilizadas. Governar um país não é prova de resistência simbólica, mas de capacidade real — e fingir que a idade não importa pode custar caro ao futuro do Brasil.





