O governo dos Estados Unidos anunciou a retirada do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e de sua esposa, Viviane de Moraes, da lista de sanções da Lei Magnitsky. A decisão é interpretada nos bastidores como mais uma vitória política e institucional para o magistrado, que havia sido alvo de pressões internacionais após sua inclusão inicial.
A remoção ocorre meses depois de Moraes ter sido listado sob alegações de violações de direitos humanos e liberdade de expressão. Com a medida anunciada agora, todas as restrições são suspensas, incluindo eventual bloqueio de bens, cancelamento de vistos e limitações financeiras associadas à legislação americana.
Sanção era vista como constrangimento diplomático
A inclusão de Moraes na lista da Lei Magnitsky havia gerado forte repercussão no Brasil e no exterior, criando um raro constrangimento diplomático entre Brasília e Washington. A medida foi criticada por autoridades brasileiras, que defendiam que a lei americana não tem efeito jurídico no país e representaria interferência indevida em assuntos internos.
Com a reversão, a chancelaria brasileira vê o gesto como um passo importante para recompor relações diplomáticas e reduzir tensões acumuladas ao longo de 2025.
Decisão reforça posição de Moraes no cenário interno
A retirada da sanção também fortalece a posição de Moraes dentro da política brasileira. Aliados interpretam o recuo dos EUA como um reconhecimento de que a inclusão anterior foi precipitada ou baseada em avaliações incompletas. Para apoiadores do ministro, a medida representa “mais uma vitória” em meio às disputas judiciais e políticas que o tornaram uma das figuras mais influentes do país.
Fim dos efeitos imediatos da Lei Magnitsky
Com o nome oficialmente removido, Moraes e sua esposa não enfrentam mais qualquer tipo de restrição financeira, bancária ou migratória ligada à legislação americana. A reversão também afasta especulações sobre impactos patrimoniais ou limitações de viagem.
Contexto de reaproximação Brasil–EUA
A decisão ocorre em meio a um movimento de reaproximação diplomática entre os dois países, após meses de atritos relacionados a sanções, debates sobre liberdade de expressão e pressões políticas internacionais.
A retirada dos nomes reforça a percepção de que Washington busca reduzir tensões e evitar desgastes com o Judiciário brasileiro, especialmente após críticas públicas e trocas de declarações envolvendo autoridades dos dois lados.







