A Suprema Corte dos Estados Unidos decidiu, por 8 votos a 1, invalidar uma lei do Colorado que proibia a chamada “terapia de conversão” para menores LGBTQIAPN+. A decisão se baseou no princípio da liberdade de expressão garantido pela Primeira Emenda da Constituição americana.
O voto principal, escrito pelo juiz Neil Gorsuch, argumentou que o governo estadual não pode silenciar um lado do debate, impondo uma visão oficial sobre o que pode ou não ser dito em consultórios. A interpretação foi aceita inclusive por juízas da ala liberal da Corte.
A única divergência veio da juíza Ketanji Brown Jackson, que alertou para os riscos de retirar dos estados o poder de regulamentar práticas de saúde. Entidades médicas e organizações de direitos humanos criticaram duramente a decisão, afirmando que as práticas são cientificamente infundadas e prejudiciais à saúde mental de jovens.
Internautas esquerdistas já dizem que isso e um retrocesso, e não é um lugar bom para quem não busca esse tipo de terapia.
No Brasil, o cenário permanece o mesmo: qualquer tentativa de “terapia de conversão” continua proibida pelo Conselho Federal de Psicologia desde 1999.







