Um estudo recente voltou a gerar debate ao apontar que tomar banho todos os dias pode não ser necessário — e nem o mais saudável — para a maioria das pessoas. De acordo com especialistas ouvidos na pesquisa, o intervalo considerado ideal seria um banho a cada dois ou três dias, dependendo do estilo de vida, clima e condições individuais de saúde.
Segundo os pesquisadores, a pele humana possui uma barreira natural de proteção, formada por óleos e microrganismos benéficos. Banhos muito frequentes, especialmente com água quente e sabonetes agressivos, podem remover essa camada protetora, causando ressecamento, irritações, coceira e até agravamento de problemas dermatológicos, como dermatite e eczema.
O estudo ressalta que higiene não é sinônimo de excesso. Para pessoas que não praticam atividades físicas intensas diariamente, não trabalham em ambientes insalubres e não suam excessivamente, espaçar os banhos não representa risco à saúde. Em muitos casos, a limpeza localizada — como axilas, pés e região íntima — já seria suficiente no dia a dia.
Especialistas também destacam que o hábito de banho diário está mais ligado a questões culturais e climáticas do que a uma real necessidade médica. Em países de clima mais frio, por exemplo, banhos frequentes são menos comuns e não estão associados a piores índices de higiene ou saúde.
O estudo, no entanto, faz uma ressalva importante: a recomendação não é universal. Pessoas que praticam exercícios físicos intensos, vivem em regiões muito quentes, têm determinadas condições de saúde ou trabalham expostas à sujeira podem precisar de banhos mais frequentes. A orientação final é observar o próprio corpo e buscar equilíbrio entre higiene e preservação da saúde da pele.
A conclusão dos pesquisadores é clara: mais banho não significa mais saúde — e, em alguns casos, pode ser exatamente o contrário.







