Produto, que faz alusão à Tadalafila, gera polêmica e críticas do CFF.
O energético “Tadala”, da Baly Brasil, lançado como edição limitada para o Carnaval de Salvador, conquistou um sucesso estrondoso. A bebida, que evoca o medicamento Tadalafila, superou 23 milhões de pedidos em apenas 25 dias, tornando-se o produto mais vendido na história da empresa. Diante de tal desempenho, a Baly decidiu incorporar a versão ao seu catálogo de forma permanente.
Contudo, a campanha publicitária provocou a reprovação do Conselho Federal de Farmácia (CFF). A entidade expressou preocupação com o risco sanitário, argumentando que a associação indireta com um fármaco prescrito para disfunção erétil pode banalizar o uso de medicamentos e incentivar a automedicação. O CFF alerta para os perigos do Tadalafila, que afeta o sistema cardiovascular e pode causar efeitos adversos como queda de pressão e taquicardias, especialmente se utilizado sem orientação médica ou em combinação com outras substâncias.
O Conselho enfatiza que a comunicação do produto, ao remeter a um remédio, transmite a falsa ideia de que seu uso é inofensivo e simples. Em contrapartida, a Baly defende que o “Tadala” não possui ligação com medicamentos e cumpre todas as regulamentações. A empresa afirma que a fórmula contém extratos naturais como guaraná e catuaba, e que a campanha se baseou em um termo popularmente associado à energia e disposição.







