O Exército da Venezuela divulgou um posicionamento oficial repudiando os ataques sofridos pelo país, classificados pelo regime como uma agressão externa e uma violação da soberania nacional. Apesar do discurso duro contra a ofensiva, a cúpula militar deixou claro que não pretende realizar qualquer tentativa de resgate do presidente Nicolás Maduro, atualmente sob custódia de autoridades estrangeiras.
Segundo a posição adotada pelas Forças Armadas, a prioridade no momento é manter a estabilidade interna e evitar um confronto direto com potências estrangeiras. A avaliação interna é de que uma ação militar para tentar reverter a prisão de Maduro poderia resultar em escalada do conflito e consequências imprevisíveis para o país.
A postura do Exército expõe o momento de fragilidade do regime chavista. Embora o discurso oficial fale em resistência e condene os ataques, a ausência de uma reação militar concreta indica limites claros de atuação e revela cautela por parte do alto comando, que evita assumir riscos fora do território nacional.
O episódio aprofunda a crise política na Venezuela e aumenta as incertezas sobre o futuro do poder em Caracas. Internamente, o país permanece dividido após anos de colapso econômico e repressão. Externamente, a decisão do Exército de não agir reforça a percepção de isolamento do regime e de enfraquecimento da sustentação militar de Nicolás Maduro.







