A diferença entre os resultados financeiros dos Correios em 2021 e 2025 expõe, de forma clara, o impacto da gestão atual sobre a estatal. Em 2021, a empresa registrou lucro recorde de aproximadamente R$ 3,7 bilhões, demonstrando capacidade de controle de gastos, eficiência operacional e geração de caixa em um ambiente competitivo. Quatro anos depois, sob a administração atual, o cenário é completamente oposto: um prejuízo histórico estimado em até R$ 10 bilhões.
O rombo bilionário não pode ser tratado como fruto exclusivo de fatores externos ou conjunturais. A deterioração acelerada das contas aponta falhas graves de gestão, decisões administrativas equivocadas e ausência de uma estratégia clara para enfrentar a concorrência no setor logístico. Enquanto o mercado privado avançou em tecnologia, eficiência e redução de custos, os Correios ampliaram despesas, perderam competitividade e viram suas receitas encolherem.
A atual administração também é criticada pelo aumento expressivo de gastos operacionais e trabalhistas, sem que houvesse contrapartida em produtividade ou modernização dos serviços. Medidas estruturais que poderiam reduzir perdas foram adiadas, enquanto escolhas políticas passaram a pesar mais do que critérios técnicos na condução da empresa.
O contraste entre o lucro recorde de 2021 e o prejuízo histórico de 2025 reforça a percepção de que a crise não é inevitável, mas resultado direto da forma como a estatal vem sendo administrada. A gestão atual deixa como legado uma empresa fragilizada financeiramente, dependente de soluções emergenciais e distante da eficiência que já demonstrou ser possível alcançar.







