Hoje, circula nas redes sociais uma narrativa enganosa afirmando que os Estados Unidos teriam planos de governar a Venezuela de forma permanente e controlar seu petróleo como se fosse propriedade americana. Essa versão distorcida não corresponde ao que foi declarado pelo presidente dos EUA, Donald Trump, após a operação que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro. Trump afirmou que os Estados Unidos irão administrar o país apenas temporariamente, até que seja possível uma transição segura e ordenada de poder na Venezuela, destacando que o objetivo é estabilizar a situação política e permitir uma mudança governamental legítima.
Essa administração temporária não é sinônimo de ocupação ou de domínio permanente, nem significa que os EUA pretendem assumir a propriedade do petróleo venezuelano. O papel americano será interino e ligado à criação de condições para uma transição pacífica de poder, sem exploração contínua dos recursos do país.
Mesmo assim, setores da extrema esquerda têm espalhado versões sensacionalistas e fake news, afirmando que os EUA querem “ficar com o petróleo” ou “governar a Venezuela para sempre”. Essas narrativas permanecem circulando nas redes, usadas para alimentar medo e polarização. Alguns críticos também apontam que parte do público desconfia de checagens, alegando que a maioria das agências de checagem no Brasil teria orientação ideológica de esquerda, o que faz com que certas informações verificadas sejam questionadas.
No fim das contas, a posição oficial dos EUA é de que a presença americana na Venezuela será temporária e focada em garantir uma transição de poder segura, mesmo que essa declaração seja distorcida ou mal interpretada por opositores políticos.







