Psiquiatria, obstetrícia e pediatria sofrem cortes significativos entre 2023 e 2025.
Uma análise detalhada dos dados oficiais do CNES/Datasus, corroborada por veículos como Poder360 e O Globo, revela uma redução alarmante de 2.866 leitos hospitalares entre 2023 e 2025 em áreas vitais para a população. Os cortes mais expressivos foram observados na psiquiatria, com 1.885 leitos a menos, seguidos pela obstetrícia (679) e pediatria (302).
Enquanto isso, a administração federal destaca a abertura de 7.050 leitos gerais, classificando o movimento como um “aumento sustentado”. Essa estratégia, no entanto, é vista como uma forma de mascarar o desmantelamento seletivo de serviços essenciais, justamente aqueles que atendem às camadas mais vulneráveis da sociedade.
As consequências são graves: mães enfrentam longas esperas para partos, crianças ficam sem acesso a internações e pacientes com transtornos mentais são deixados à própria sorte, muitos terminando em situações de abandono ou, tragicamente, como vítimas de suicídio. A crítica aponta para uma prioridade em maquiar números em vez de investir de forma robusta na saúde pública.







