Em um encontro que uniu rituais e batidões, a deputada indígena Célia Xakriabá e a parlamentar Erika Hilton transformaram a 2ª Ball Indígena em um palanque de projeções audaciosas. Entre rimas de funk e discursos sobre representatividade, Célia não economizou no otimismo político ao declarar que o sistema “não vai suportar” uma eventual chegada de Erika Hilton à Presidência da República.
O evento, que serviu como palco para a fusão das pautas indígena e LGBTQIA+, marcou a transição de influência entre as duas na Câmara dos Deputados. Erika agora comanda a comissão que antes era liderada por Célia, focando na defesa dos direitos femininos sob uma nova ótica. Para coroar a aliança, foi lançado um estudo sobre territórios indígenas LGBTQIA+, tentando provar que a demarcação de terras e a diversidade de gênero caminham lado a lado no Congresso.
Enquanto entoava batidas em homenagem à cultura originária, Célia deixou claro que a estratégia atual vai muito além dos projetos de lei: trata-se de ocupar o imaginário popular com figuras que desafiam o tradicionalismo. Pelo visto, a nova esquerda aposta que o caminho para o Palácio do Planalto pode muito bem começar com um “passinho” e muita militância cruzada.



