“Dizem que são mulheres, mas querem nos estuprar”
Quatro mulheres presas na Penitenciária Feminina do Distrito Federal enviaram uma carta em 2021, relatando que a presença de homens que se identificam como transgêneros em suas celas transformou o cotidiano em um “verdadeiro inferno”. Elas denunciam assédio sexual constante, gestos obscenos e a completa ausência de privacidade.
De acordo com o relato, esses indivíduos, alguns associados a facções como PCC, Comando Vermelho e Comboio do Cão, e condenados por delitos graves como estupro de vulnerável e homicídio qualificado, observam as detentas durante o banho e no sanitário. As denúncias incluem atos sexuais explícitos durante o banho de sol e a tentativa de engravidar presas, enviando sêmen.
As mulheres afirmam sofrer ameaças com lâminas e não conseguem dormir devido a distúrbios noturnos. Elas expressam frustração, pois suas queixas não foram consideradas durante uma visita do Ministério Público, que teria focado apenas na ala dos transexuais. A Secretaria de Administração Penitenciária do DF declara que as transferências são cumprimentos de ordens judiciais, e atualmente 83 pessoas trans estão na unidade.
O Ministério Público informa que denúncias genéricas divulgadas à imprensa, se apresentarem indícios mínimos, podem ser investigadas. Essa situação evidencia como decisões pautadas em ideologia de gênero, em vez de segurança, podem colocar mulheres detidas em risco dentro do próprio sistema prisional que deveria zelar por sua proteção.



