Nesta sexta-feira (13), Miguel Díaz-Canel, o líder cubano, confirmou que autoridades de seu governo iniciaram discussões com representantes dos Estados Unidos. Esse anúncio surge após um período de grande tensão entre Havana e Washington, e em um cenário de severa crise econômica que afeta a nação caribenha.
A revelação veio à tona através de um vídeo divulgado pela televisão estatal de Cuba, pouco antes de Díaz-Canel falar à mídia local. Em seu pronunciamento, o governante expressou que o intuito desses contatos é resolver as divergências existentes entre as duas nações. Ele declarou: “Essas conversas buscam, por meio do diálogo, encontrar soluções para as diferenças bilaterais que possuímos entre os dois países.”
Esta é a primeira vez que o regime cubano admite oficialmente ter contato direto com os EUA, algo que o então presidente americano, Donald Trump, já vinha afirmando. Anteriormente, Cuba negava encontros formais, embora não refutasse noticiários internacionais sobre interações discretas envolvendo membros da família Castro. Díaz-Canel indicou que as negociações foram conduzidas por ele, pelo ex-ditador Raúl Castro, de 94 anos, e por outros membros do Partido Comunista e do governo, sendo que Raúl, mesmo aposentado da presidência, ainda detém influência política significativa.







