Uma onda de prisões de líderes e fiéis cristãos vem sendo registrada na China, em uma das maiores operações contra comunidades religiosas não controladas pelo Estado nos últimos anos. Autoridades estatais intensificaram a repressão a igrejas “house churches” — congregações cristãs independentes — sob acusações que incluem “uso ilegal de redes de informação” e outras infrações que críticos consideram pretextos para sufocar a liberdade religiosa.
A ofensiva ocorreu de forma coordenada em várias províncias, como Guangxi, Zhejiang e Pequim, onde policiais detiveram dezenas de pastores, líderes e membros de congregações. A maior parte dos alvos pertence à Zion Church, uma das redes de igrejas mais influentes que opera fora da supervisão estatal.
Entre os detidos está o pastor Ezra Jin Mingri, fundador da Zion Church, além de outros líderes religiosos e trabalhadores vinculados à comunidade. As autoridades alegam crimes ligados à disseminação de informações religiosas pela internet e à organização de atividades não registradas.
Além dos líderes, fiéis também foram interrogados, detidos ou permanecem sem contato com familiares, aumentando preocupações sobre o tratamento dado aos cristãos que se recusam a submeter suas congregações às estruturas de vigilância estatais.
Especialistas em direitos humanos e liberdade religiosa observam que a repressão se intensificou em 2025, com expansão das ações contra igrejas independentes e grupos de crentes que não se vinculam ao órgão estatal autorizado para religiões. Organizações internacionais denunciam as medidas como uma violação grave da liberdade religiosa, pedindo a libertação dos presos e mais transparência das autoridades chinesas.
O episódio reforça tensões entre o governo chinês e comunidades religiosas, apontando para uma política de controle rigoroso sobre expressões de fé que permanecem fora do aparato estatal.







