Após a decisão de revogar a aplicação da Lei Magnitsky, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria como próximo movimento endurecer a política contra estrangeiros considerados foragidos da Justiça em seus países de origem — entre eles, brasileiros que hoje residem em território norte-americano.
Segundo análises de bastidores e declarações de aliados próximos, a estratégia de Trump passa por reforçar o discurso de “tolerância zero” contra indivíduos acusados de corrupção, crimes financeiros e outros delitos graves que estariam utilizando os Estados Unidos como refúgio político ou jurídico. A revogação da Magnitsky, que permitia sanções unilaterais contra autoridades estrangeiras, abriria espaço para uma abordagem mais direta: a deportação.
No caso do Brasil, o foco recairia sobre nomes ligados a escândalos políticos e administrativos que deixaram o país nos últimos anos e hoje vivem nos EUA alegando perseguição política. Para o entorno de Trump, esse argumento não se sustentaria diante de ordens judiciais, condenações ou investigações em curso no país de origem.
A possível medida seria viabilizada por meio de cooperação entre autoridades migratórias e acordos bilaterais, permitindo a expulsão de estrangeiros que não comprovem status legal permanente ou que tenham omitido informações ao entrar no país. A política migratória defendida por Trump considera que o sistema de asilo vem sendo usado de forma indevida por políticos e empresários acusados de crimes comuns.
Especialistas em relações internacionais avaliam que a iniciativa teria forte impacto político no Brasil, reacendendo debates sobre impunidade, exílio político e uso do sistema internacional para escapar da Justiça. Além disso, a deportação de brasileiros de alto perfil poderia gerar tensão diplomática, dependendo dos nomes envolvidos e do momento político.
Embora ainda não haja anúncio oficial, aliados de Trump afirmam que o tema já estaria em discussão interna e poderia ser apresentado como parte de um pacote mais amplo de medidas de segurança nacional e combate à corrupção internacional.
Se confirmada, a iniciativa marcaria uma mudança significativa na postura dos Estados Unidos em relação a estrangeiros acusados de crimes em seus países e reforçaria a narrativa de Trump de que o território americano não deve servir de abrigo para “foragidos do sistema”.







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