A Ancine autorizou a Paris Filmes a captar até R$ 18 milhões para produzir o filme “O Caso Marielle”, que narra a trajetória da ex-deputada. A medida não representa transferência direta de recursos públicos, mas permite que a produtora busque financiamento via patrocínios privados e benefícios fiscais, além de eventual recurso do Fundo Setorial do Audiovisual. A captação tem prazo até 31 de dezembro de 2029 e segue regras rigorosas de monitoramento e prestação de contas.
A novidade chega pouco depois de o presidente Lula sancionar uma lei que obriga os cinemas brasileiros a exibirem filmes nacionais. Com isso, o futuro filme sobre Marielle Franco poderá ter espaço garantido nas salas, tornando obrigatória sua distribuição comercial. Especialistas apontam que a combinação entre fomento público e imposição legal à exibição levanta questões sobre a convergência entre política e indústria cultural no país.
Críticos da medida destacam que, embora o financiamento seja formalmente privado, a obrigatoriedade de exibição coloca os cinemas em posição de promover uma obra que tem forte conotação política, o que pode gerar debate sobre equilíbrio entre incentivo à produção nacional e autonomia comercial das salas.







