O número de ações judiciais contra fabricantes de medicamentos injetáveis para perda de peso cresce rapidamente nos Estados Unidos. Produtos à base de semaglutida e tirzepatida, populares por prometerem emagrecimento acelerado, são alvo de cerca de 4.000 processos movidos por usuários que alegam ter sofrido efeitos adversos graves. Entre as queixas mais recorrentes está a gastroparesia, condição que provoca náuseas intensas, vômitos persistentes e dores abdominais, sintomas que, segundo relatos, continuam mesmo após a interrupção do uso.
Além dos problemas gastrointestinais, alguns processos trazem alegações mais incomuns, como o de uma usuária que afirma ter engravidado de forma inesperada durante o tratamento, atribuindo o ocorrido ao medicamento. As ações sustentam que as farmacêuticas não teriam informado de maneira clara e suficiente todos os riscos potenciais, o que teria levado pacientes a iniciar o uso sem plena consciência das possíveis consequências.
As empresas, por sua vez, negam irregularidades e afirmam que os remédios passaram por testes clínicos rigorosos, com efeitos colaterais descritos nas bulas como geralmente leves ou moderados, mais comuns no início do tratamento ou quando há aumento rápido da dose. Especialistas alertam que a explosão de popularidade dessas “canetas emagrecedoras”, impulsionada por redes sociais e celebridades, pode incentivar o uso sem acompanhamento médico adequado, ampliando riscos e alimentando disputas judiciais que agora se multiplicam nos tribunais americanos.







