O governo dos Estados Unidos, comandado por Donald Trump, poderá voltar a aplicar sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). O magistrado já havia sido punido pela Lei Magnitsky em julho de 2025, mas as restrições foram retiradas em dezembro do mesmo ano.
A possibilidade ganhou destaque após a saída de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil em direção aos Estados Unidos, depois de Moraes determinar a apreensão de seus passaportes. Segundo informações divulgadas pela imprensa, a Polícia Federal apresentou o pedido apenas sete minutos após a confirmação da derrota do senador nas eleições presidenciais. A corporação alegou risco de fuga no âmbito de uma investigação por suspeita de lavagem de dinheiro.
De acordo com reportagens da Folha de S.Paulo e do UOL, integrantes do governo Trump já avaliavam a retomada das sanções contra Moraes. Aliados do bolsonarismo, incluindo Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueiredo, também vinham defendendo novas medidas contra o ministro junto a autoridades norte-americanas.
A ida de Flávio aos Estados Unidos poderá ampliar a repercussão internacional do caso. Entretanto, ainda não existe confirmação de que Washington tenha decidido aplicar novas punições em razão desse episódio. Autoridades norte-americanas já haviam admitido a possibilidade de sanções a qualquer momento, mas sem estabelecer uma data oficial.
Fontes: Folha de S.Paulo, UOL, Agência Brasil e Departamento do Tesouro dos Estados Unidos.







