Lula levou Cristiane Gomes da Silva, mãe de Ana Clara, para acompanhar o debate presidencial da TV Globo. A menina morreu aos cinco anos, em 2021, após ser atingida por um disparo durante uma ação policial em Niterói (RJ).
Durante o debate anterior, na TV Bandeirantes, Lula questionou Flávio Bolsonaro (PL) sobre sua atuação como advogado do policial acusado no caso. Flávio atuou profissionalmente na apresentação de um habeas corpus, cujo pedido foi concedido pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
O presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Beto Simonetti, criticou a abordagem de Lula e afirmou que os questionamentos representavam uma tentativa de criminalizar a advocacia. A entidade defendeu que o exercício da defesa jurídica não deve ser tratado como motivo para desqualificar um profissional.
A presença da mãe no debate pode ser interpretada como uma estratégia política para trazer o caso à discussão pública na reta final da campanha. Críticos podem considerar que o episódio foi usado para atingir o adversário. Essa interpretação, porém, é uma avaliação política, não um fato comprovado.







