Uma informação envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, voltou a ganhar destaque nesta sexta-feira (23), na repercussão que antecede o debate presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), na TV Globo.
O ex-procurador Deltan Dallagnol foi citado na divulgação do caso, que envolve o endereço informado pelo filho do presidente em uma procuração relacionada à abertura de seus sigilos bancários.
Segundo reportagem publicada pela revista Veja em 21 de outubro, Lulinha informou como endereço no Brasil um apartamento de luxo localizado em São Paulo, anteriormente registrado em nome do empresário Jonas Suassuna.
Suassuna foi sócio de Lulinha na Gamecorp e também figurou, ao lado de Fernando Bittar, como proprietário formal do sítio de Atibaia, imóvel que ficou conhecido pelas investigações da Operação Lava Jato.
O apartamento também já esteve na mira da Polícia Federal. Investigações anteriores apontaram gastos de aproximadamente R$ 1,6 milhão com reformas, móveis e eletrodomésticos. Atualmente, anúncios de unidades no mesmo edifício apresentam valores entre R$ 10 milhões e R$ 16 milhões.
A revelação reacendeu questionamentos sobre a relação entre o patrimônio registrado em nome de antigos parceiros comerciais de Lulinha e os imóveis utilizados pela família do presidente.
Entretanto, o registro do endereço não comprova, por si só, irregularidade. Parte das provas e dos procedimentos relacionados às antigas investigações da Lava Jato foi posteriormente invalidada pela Justiça.
O assunto ganha repercussão na reta final da eleição presidencial, às vésperas do debate da Globo, marcado para as 21h20 desta sexta-feira (23), e do segundo turno, previsto para domingo (25).







