Em janeiro de 2019, veio a público um trecho da delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil nos governos do PT. Ele afirmou à Polícia Federal que teria entregado dinheiro vivo ao então ex-presidente Lula em pelo menos duas ocasiões, no ano de 2010.
Segundo a reportagem publicada pelo Estadão, Palocci relatou que uma das entregas teria ocorrido em Brasília, com R$ 50 mil escondidos em uma caixa de celular. A outra teria acontecido no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, com o dinheiro dentro de uma caixa de uísque.
O ex-ministro também declarou que os repasses estariam ligados à empreiteira Odebrecht e mencionou um suposto acerto de R$ 15 milhões relacionado à entrada da empresa nas obras da usina de Belo Monte.
Na época, Lula já havia sido preso para cumprir pena no processo do triplex do Guarujá. O depoimento de Palocci foi anexado a um inquérito da Polícia Federal que investigava possíveis irregularidades na licitação e na construção de Belo Monte.
Lula negou as acusações. Sua defesa afirmou que Palocci apresentava uma narrativa mentirosa e sem provas, além de questionar a divulgação do depoimento.
O caso voltou a chamar atenção pelo conteúdo das declarações, mas é importante distinguir as acusações feitas pelo delator de fatos comprovados judicialmente.
Fonte: Estadão, publicado em 18 de janeiro de 2019, via UOL.







