A mobilização convocada pelo deputado federal André Janones para incentivar apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a vestirem verde e amarelo ganhou um novo capítulo neste sábado (17). Parte dos participantes recorreu à inteligência artificial para produzir imagens usando a camisa da Seleção Brasileira, tradicionalmente associada aos apoiadores de Jair Bolsonaro nos últimos anos.
A iniciativa, batizada de “O verde e amarelo é nosso”, incentivou artistas, influenciadores e eleitores de Lula a publicarem fotografias com as cores nacionais e fazendo o gesto de “L”.
Entretanto, o uso de inteligência artificial em algumas publicações chamou a atenção. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, a atriz Ingrid Guimarães chegou a brincar que estava utilizando a tecnologia pela primeira vez para criar uma fotografia. Na imagem, aparece usando uma camiseta do Brasil diante da Torre Eiffel, em Paris. Outros artistas também utilizaram o recurso.
O episódio abriu espaço para ironias sobre o fato de alguns participantes precisarem produzir digitalmente imagens vestindo a camisa brasileira, peça que se tornou um dos principais símbolos das manifestações da direita nos últimos anos.
A crítica sugere que parte dos apoiadores de Lula estaria recorrendo à tecnologia para aderir a uma estética visual historicamente associada ao bolsonarismo. Entretanto, não há comprovação de que essas pessoas tenham utilizado inteligência artificial por não possuírem fotografias reais com a camisa.
A campanha também contou com participantes que publicaram fotografias convencionais, incluindo artistas e políticos que aderiram à convocação de Janones.
A discussão evidencia como a camisa da Seleção Brasileira continua sendo objeto de disputa simbólica entre diferentes grupos políticos.
Na sua opinião, o uso de inteligência artificial para criar essas fotografias fortalece a mobilização ou prejudica a autenticidade da campanha?
Fonte: Folha de S.Paulo e Poder360, 17 de outubro de 2026.







