O senador e candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL), voltou a defender uma ofensiva nacional contra o crime organizado e prometeu colocar o combate às facções criminosas entre as primeiras prioridades de um eventual governo.
Segundo a declaração atribuída ao candidato, sua primeira medida seria reunir os comandantes das Forças Armadas para estabelecer uma estratégia de enfrentamento às organizações criminosas. Flávio também criticou o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), acusando a atual gestão de sucatear as instituições militares.
A proposta segue a linha de endurecimento da segurança pública defendida por Flávio durante a campanha presidencial. O candidato já anunciou que pretende classificar organizações como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como grupos narcoterroristas, além de ampliar as ações para recuperar territórios dominados pelo crime organizado.
O posicionamento contrasta com o do presidente Lula, que rejeita o enquadramento das facções brasileiras como organizações terroristas nos moldes adotados pelos Estados Unidos. Para Flávio, entretanto, o enfrentamento ao narcotráfico deve receber tratamento prioritário e envolver uma atuação mais rigorosa do Estado.
A eventual participação das Forças Armadas em operações de segurança interna dependeria das condições previstas na legislação brasileira, enquanto a classificação das facções como terroristas exigiria fundamentação e medidas jurídicas específicas.
A segurança pública se tornou um dos principais temas da disputa presidencial, marcada por propostas diferentes dos dois candidatos para enfrentar o avanço das organizações criminosas no Brasil.







