A movimentação do Supremo Tribunal Federal após o primeiro turno das eleições de 2026 virou motivo de ironia nas redes sociais. Depois de o PL conquistar a maior bancada do Senado e ampliar sua força no Congresso, ministros do STF passaram a considerar uma interlocução com parlamentares mais moderados do partido diante do risco de pedidos de impeachment contra integrantes da Corte. A Folha informou que ministros enxergam esse risco como concreto já para o primeiro semestre de 2027.
Nesta terça-feira (6), o presidente do STF, Edson Fachin, recebeu o senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro. Segundo o UOL, o encontro ocorreu por iniciativa de Fachin. Na saída, Marinho afirmou que “não haverá vingança nem omissão” e reiterou que o Senado poderá agir caso considere que ministros tenham cometido crimes de responsabilidade. Uma ala do Supremo acredita que ainda existe espaço para diálogo com integrantes considerados mais moderados do PL.
A mudança de cenário virou meme nas redes, com internautas contrapondo a postura anterior do Supremo diante da anistia à busca atual por diálogo com o partido que ganhou força nas urnas. Até o momento, porém, o que foi divulgado é uma tentativa de interlocução institucional, e não a existência de um acordo formal entre STF e PL. O fortalecimento da oposição no Senado colocou temas como impeachment de ministros, limites aos poderes da Corte e a situação jurídica de Jair Bolsonaro novamente no centro das discussões políticas.

