O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou sua ofensiva contra políticas de diversidade, ideologia de gênero e programas internacionais ligados à chamada agenda woke. A nova diretriz amplia restrições ao uso de recursos da ajuda externa americana, impedindo que organizações financiadas por Washington promovam iniciativas de DEI (diversidade, equidade e inclusão), pautas de identidade de gênero e campanhas relacionadas ao aborto.
Na prática, a medida pode afetar entidades e projetos em diversos países, incluindo o Brasil, que dependem de recursos de agências e fundos apoiados pelo governo americano. A administração Trump afirma que o objetivo é impedir que dinheiro do contribuinte dos EUA seja utilizado para promover agendas ideológicas no exterior e redirecionar os recursos para programas considerados essenciais e alinhados aos interesses estratégicos do país.
Além das restrições na ajuda internacional, Trump também vem cortando verbas federais destinadas a programas internos ligados à diversidade e inclusão. A Casa Branca publicou um documento oficial listando o que chamou de “cortes em programas woke”, reforçando a promessa de eliminar iniciativas vistas como ideológicas dentro e fora dos Estados Unidos.
A decisão gerou forte reação de grupos progressistas e parlamentares democratas, que acusam o governo de usar a política externa como instrumento de disputa cultural. Para apoiadores de Trump, porém, a medida representa um esforço para conter o financiamento internacional de organizações alinhadas à esquerda e reduzir a influência dessas pautas em países como o Brasil.







